Dr. Bruno de Alvarenga

Endocardite Infecciosa : Quando suspeitar de Endocardite?

imagem ilustrativa mostrando lesão de válvula cardíaca decorrente do processo infeccioso da Endocardite.

Introdução à Endocardite : Definição e Prevalência

Podemos definir a endocardite como uma infecção que afeta as válvulas do coração ou as superfícies internas do coração, causada principalmente por bactérias, mas também pode ser causada por outros microorganismos, como fungos.

O impacto da endocardite na saúde pública e a importância do tema mencionando e a frequência com que ocorre na população geral, bem como sua prevalência em determinados grupos de risco, como:

  1. Problemas cardíacos pré-existentes
  2. Usuários de drogas injetáveis
  3. Má conservação dos dentes e pós procedimentos odontológicos
  4. Pacientes com cateteres intravenosos
  5. Pacientes que precisam de cirurgia cardíaca
 

As estatísticas de endocardite podem variar de país para país e de região para região. Em geral, estima-se que a endocardite afeta cerca de 2 a 4 pessoas por 100 mil habitantes por ano. No entanto, a taxa de incidência pode ser maior em certos grupos de risco, como pacientes com doenças cardíacas preexistentes, usuários de drogas intravenosas e aqueles com cateteres intravenosos.

As estatísticas recentes sobre a incidência de endocardite em diferentes países ou regiões do mundo, enfatizando a importância da conscientização sobre a doença, diagnóstico precoce e tratamento adequado.

As estatísticas de endocardite em diferentes países mostram que a doença é um problema de saúde significativo em todo o mundo. De acordo com um estudo publicado no Journal of the American College of Cardiology em 2019, a incidência global de endocardite variou de 1,5 a 11,6 casos por 100 mil pessoas por ano, com as taxas mais altas relatadas em países desenvolvidos.

Por exemplo, os Estados Unidos têm uma incidência relatada de 3,2 a 6,2 casos por 100 mil pessoas por ano, enquanto a Europa tem uma taxa de 3 a 7,6 casos por 100 mil pessoas por ano.

No entanto, a endocardite também é um problema crescente em países em desenvolvimento, como a Índia, onde a incidência relatada é de 1,1 a 7,6 casos por 100 mil pessoas por ano.
As estatísticas de endocardite podem variar de país para país e de região para região.

Em geral, estima-se que a endocardite afeta cerca de 2 a 4 pessoas por 100 mil habitantes por ano. No entanto, a taxa de incidência pode ser maior em certos grupos de risco, como:

  • Pacientes com doenças cardíacas preexistentes
  • Usuários de drogas intravenosas
  • Pacientes com cateteres intravenosos.

 

Estudos recentes indicam que a incidência de endocardite vem aumentando em alguns países, como os Estados Unidos e a França. De acordo com um estudo francês publicado em 2021, a taxa de incidência de endocardite aumentou em cerca de 50% nos últimos 10 anos, com um aumento especialmente significativo entre os pacientes mais jovens.

Outros estudos relatam uma maior prevalência de endocardite em países com sistemas de saúde mais precários ou com menor acesso a tratamentos e cuidados médicos adequados.

Por exemplo, a endocardite infecciosa é mais comum em países em desenvolvimento, onde a pobreza, a falta de saneamento básico e o uso inadequado de antibióticos podem aumentar o risco de infecções bacterianas.
Essas estatísticas enfatizam a importância da conscientização sobre a endocardite e a necessidade de melhorias na prevenção, diagnóstico e tratamento da doença em todo o mundo.

Os profissionais de saúde devem estar cientes dos fatores de risco da doença, dos sintomas e sinais clínicos e das melhores práticas para diagnóstico e tratamento precoce visando a redução de morbidade e mortalidade associadas a esta doença potencialmente grave. Além disso, medidas preventivas, como a profilaxia antibiótica em pacientes de alto risco, devem ser enfatizadas e implementadas para ajudar a reduzir a incidência de endocardite.

Patogênese da Endocardite : Como a Infecção Começa

A endocardite é uma doença infecciosa que afeta as válvulas cardíacas, principalmente aquelas que estão danificadas ou com anomalias, sendo causada por bactérias, fungos ou outros agentes infecciosos.

A patogênese da endocardite começa com a colonização desses agentes na superfície das válvulas cardíacas, o que pode ocorrer de duas maneiras:

  1. Endocardite Infecciosa Aguda: neste caso, os agentes infecciosos penetram na corrente sanguínea devido a lesões ou feridas em outras partes do corpo, como a boca, pele ou trato urinário, por exemplo. Essas bactérias, fungos ou outros agentes circulam pelo sangue até chegar ao coração, onde se alojam nas válvulas cardíacas, levando ao início da infecção.
  2. Endocardite Infecciosa Subaguda: neste caso, os agentes infecciosos presentes no sangue se acumulam gradualmente na superfície das válvulas cardíacas danificadas ou com anomalias. Essa acumulação é devido à turbulência do fluxo sanguíneo, que ocorre devido a anomalias na válvula. Como resultado, a placa bacteriana se forma na superfície da válvula, levando ao início da infecção.
 

Uma vez que os agentes infecciosos se alojam nas válvulas cardíacas, eles começam a se multiplicar e formar biofilmes, que são aglomerados de bactérias ou fungos, que se aderem às superfícies das válvulas cardíacas e se protegem da ação do sistema imunológico e dos antibióticos. O biofilme crescente danifica ainda mais as válvulas cardíacas, podendo causar problemas no fluxo sanguíneo, insuficiência cardíaca e outras complicações.

A patogênese da endocardite é complexa e envolve uma série de fatores de risco, incluindo doenças cardíacas pré-existentes, uso de drogas injetáveis, próteses cardíacas, entre outros.

A prevenção da endocardite depende do diagnóstico precoce e tratamento adequado das doenças cardíacas, além da adoção de medidas preventivas, como a profilaxia antibiótica em pacientes de alto risco antes de procedimentos invasivos.

A endocardite é uma infecção do revestimento interno do coração, que pode ocorrer em pessoas com válvulas cardíacas anormais ou danificadas, histórico de endocardite prévia, uso de cateteres intravenosos ou válvulas cardíacas artificiais. Além disso, pessoas com condições médicas que afetam o sistema imunológico, como o HIV, também estão em maior risco.

Os fatores de risco específicos para a endocardite incluem:

  1. Valvopatias: pessoas com doenças ou anormalidades nas válvulas cardíacas, como a estenose aórtica ou insuficiência mitral, têm um risco aumentado de desenvolver endocardite.
  2. Histórico de endocardite: aqueles que já tiveram endocardite correm maior risco de desenvolver a infecção novamente.
  3. Uso de dispositivos médicos: aqueles que usam cateteres intravenosos ou têm válvulas cardíacas artificiais também estão em maior risco de desenvolver endocardite.

A prevenção da endocardite envolve a identificação e o controle de fatores de risco, bem como a prevenção de infecções.

As medidas preventivas incluem:

  1. Tratamento precoce de infecções: É importante tratar qualquer infecção o mais rápido possível, para evitar que ela se espalhe para outras partes do corpo, incluindo o coração.
  2. Cuidado com procedimentos dentários: Os dentistas podem prescrever antibióticos antes de certos procedimentos dentários para reduzir o risco de endocardite em pessoas com alto risco. No entanto, nem todos os pacientes precisam tomar antibióticos preventivos, e a decisão deve ser tomada pelo profissional de saúde.
  3. Cuidado com procedimentos médicos: É importante usar técnicas assépticas para inserir cateteres intravenosos e outros dispositivos médicos, a fim de reduzir o risco de infecção.
  4. Tratamento adequado de doenças cardíacas: O tratamento adequado de doenças cardíacas, incluindo o manejo da pressão arterial elevada, pode reduzir o risco de desenvolver endocardite
 

Por fim, é importante ressaltar que, se você tem fatores de risco para a endocardite, é importante conversar com seu médico para avaliar o seu risco e determinar as medidas preventivas adequadas.

Quadro Clínico da Endocardite: Sinais e Sintomas

O quadro clínico da endocardite pode ser variável e inespecífico, o que pode dificultar o diagnóstico precoce da doença. Os sinais e sintomas da endocardite podem aparecer de forma aguda ou subaguda, dependendo do tipo de infecção e do agente causador.

Os principais sintomas da endocardite incluem:

  1. Febre persistente
  2. Calafrios
  3. Sudorese noturna
  4. Perda de peso
  5. Fadiga
  6. Fraqueza.
  7. Dor muscular e articular
  8. Mal-estar geral
  9. Anorexia.
  10. Dispneia (falta de ar)
  11. Taquicardia (aceleração dos batimentos cardíacos)
  12. Palpitações
  13. Dor torácica
  14. Sopro cardíaco (um som anormal ouvido durante a ausculta do coração).
 
imagem de homem com dor no peito, que é sintoma de endocardite
 

Em casos graves, a endocardite pode levar a complicações, como:

  • insuficiência Cardíaca
  • Derrame pleural (acúmulo de líquido no espaço entre os pulmões e a parede torácica)
  • Acidente vascular cerebral (AVC) e embolias (quando pedaços da infecção se soltam e se alojam em outras partes do corpo, como o cérebro, pulmões ou rins).
 

É importante lembrar que os sintomas da endocardite podem ser confundidos com os de outras doenças, o que pode atrasar o diagnóstico e o tratamento.

Por isso, é fundamental procurar atendimento médico se você apresentar sinais e sintomas sugestivos de endocardite ou qualquer outra doença cardíaca.

Diagnóstico da Endocardite: Exames e Achados Clínicos

O diagnóstico da endocardite infecciosa pode ser desafiador, pois muitas vezes seus sintomas são inespecíficos e variáveis. Além disso, a endocardite pode apresentar diferentes manifestações clínicas, dependendo da duração e da gravidade da infecção, bem como das características do agente causador.

O médico pode suspeitar de endocardite em um paciente com sintomas como febre persistente, sudorese noturna, fadiga, perda de peso, dor nas articulações, entre outros.

O diagnóstico da endocardite é baseado em uma combinação de exames clínicos, laboratoriais e de imagem:

  • Os exames laboratoriais são fundamentais no diagnóstico da endocardite. A cultura de sangue é o exame mais importante, pois pode identificar o agente causador da infecção. O sangue do paciente é colhido em dois ou mais momentos, para aumentar a sensibilidade do exame. Além disso, a análise do sangue pode indicar a presença de inflamação no organismo, como aumento de proteína C reativa (PCR) e de sedimentação de eritrócitos (VHS).
  • O ecocardiograma é um exame de imagem importante no diagnóstico da endocardite, este pode detectar lesões valvares e outras anormalidades cardíacas. O ecocardiograma pode ser realizada pelas vias transtorácica ou transesofágica e com qualidade de imagem 2D ou 3D.
  • Outros exames de imagem, como a tomografia computadorizada (TC) e a ressonância magnética (RM) cardíacas, também podem ser realizados para avaliar a extensão da infecção e a presença de complicações, como abscessos e embolia.

Por fim, a avaliação clínica cuidadosa e a interpretação adequada dos resultados dos exames são fundamentais para o diagnóstico preciso da endocardite. O médico deve considerar os fatores de risco do paciente, a evolução da doença e a resposta ao tratamento para chegar ao diagnóstico correto e iniciar o tratamento adequado o mais rápido possível.

Classificação e Tipos de Endocardite

A endocardite é uma inflamação do endocárdio, a camada interna do coração, que é causada pela infecção bacteriana, fúngica ou viral.

Existem duas classificações principais para a endocardite: a endocardite infecciosa aguda e a endocardite infecciosa subaguda.

  • A endocardite infecciosa aguda é uma forma mais agressiva da doença e se desenvolve rapidamente em questão de dias a semanas. É mais comum em pessoas sem problemas cardíacos preexistentes e em pacientes com doenças valvulares cardíacas já existentes. Os sintomas incluem febre, calafrios, sudorese, dor torácica, falta de ar, fadiga e mal-estar geral. A endocardite infecciosa aguda pode ser fatal se não for tratada imediatamente.
  • A endocardite infecciosa subaguda é mais comum em pacientes com doenças cardíacas pré-existentes, incluindo doenças valvulares cardíacas e defeitos cardíacos congênitos. A doença se desenvolve ao longo de semanas a meses e os sintomas podem ser menos intensos que na endocardite infecciosa aguda.

 

Os sintomas incluem:

  1. Fadiga
  2. Febre baixa
  3. Sudorese noturna
  4. Perda de peso
  5. Dores nas articulações e músculos
  6. Manchas na pele
  7. Inchaço nas pernas, tornozelos ou pés.

 

A endocardite também pode ser classificada com base na localização da infecção:

  • Endocardite valvular ocorre nas válvulas cardíacas e é a forma mais comum da doença.
  • Endocardite não valvular ocorre no tecido do coração, como o septo interventricular ou as cordoalhas tendíneas.
 

Por fim, a endocardite também pode ser classificada como autóctone ou exógena. A endocardite autóctone ocorre quando a infecção é causada por bactérias ou microrganismos que normalmente estão presentes no corpo. Já a endocardite exógena ocorre quando a infecção é causada por microrganismos externos, como bactérias ou fungos que são introduzidos no corpo por meio de um procedimento médico ou cirúrgico.

Tratamento da Endocardite: Opções e Considerações

O tratamento da endocardite depende do tipo de endocardite, da gravidade da infecção, da presença de complicações e da suscetibilidade do agente infeccioso ao tratamento. Geralmente, o tratamento inclui o uso de antibióticos por um período prolongado, além de medidas para controlar a febre e a dor.


Os antibióticos devem ser escolhidos com base nos resultados do cultivo de sangue e do teste de sensibilidade aos antimicrobianos. A terapia antimicrobiana pode ser realizada por via intravenosa ou oral, dependendo da gravidade da infecção. Em casos de endocardite grave, pode ser necessário o internamento hospitalar para administração intravenosa de antibióticos. A duração do tratamento varia de acordo com o tipo de endocardite.

A endocardite bacteriana aguda, por exemplo, requer um tratamento mais agressivo e prolongado, que pode durar de quatro a seis semanas.

Já a endocardite bacteriana subaguda pode ser tratada com uma terapia antibiótica por cerca de quatro semanas.

Em alguns casos, pode ser necessário realizar procedimentos cirúrgicos para tratar a endocardite.
A cirurgia pode ser indicada em casos de:

  • Insuficiência Cardíaca
  • Obstrução Valvar Grave
  • Formação de abscessos
  • Destruição de tecido valvar
  • Outras complicações

 

Além disso, é importante que os pacientes sejam monitorados regularmente após o término do tratamento para detectar possíveis recidivas da infecção. É recomendado que pacientes com histórico de endocardite recebam profilaxia antibiótica antes de procedimentos dentários e cirúrgicos, para prevenir a ocorrência de novos episódios da doença.


Em resumo, o tratamento da endocardite envolve uma abordagem multidisciplinar, com o uso de antibióticos, cuidados intensivos e, em alguns casos, cirurgia. A duração do tratamento e a escolha dos antibióticos devem ser baseadas no tipo e na gravidade da endocardite, além da suscetibilidade do agente infeccioso ao tratamento.

Complicações e Sequelas da Endocardite

A endocardite é uma infecção do revestimento interno do coração, geralmente causada por bactérias que entram na corrente sanguínea e se instalam no tecido cardíaco.

A doença pode levar a várias complicações graves e até mesmo à morte se não for tratada adequadamente.
Algumas das complicações e sequelas mais comuns da endocardite incluem:

  1. Insuficiência cardíaca: a endocardite pode causar danos às válvulas cardíacas, tornando-as incapazes de funcionar corretamente. Isso pode levar a uma diminuição da capacidade do coração de bombear sangue pelo corpo, resultando em insuficiência cardíaca.
  2. Embolia: fragmentos de tecido infectado ou coágulos sanguíneos podem se desprender e se mover pela corrente sanguínea, causando bloqueios em outras partes do corpo, como o cérebro, pulmões ou extremidades. Isso pode causar sintomas como dificuldade respiratória, fraqueza, paralisia ou dor.
  3. Infecções secundárias: a endocardite pode aumentar o risco de outras infecções no corpo, como infecções ósseas, articulares, pulmonares, renais ou cutâneas.
  4. Aneurisma micótico: a infecção pode danificar a parede arterial, resultando em uma dilatação anormal conhecida como aneurisma micótico. Isso pode levar a hemorragias internas, dissecção da artéria ou ruptura.
  5. Complicações neurológicas: a endocardite pode causar danos cerebrais, resultando em sintomas como perda de memória, confusão, alterações de comportamento, convulsões, acidente vascular cerebral ou morte.
  6. Insuficiência renal: a endocardite pode afetar a função renal, resultando em uma diminuição da produção de urina e aumento dos níveis de creatinina no sangue.
  7. Infertilidade: em casos raros, a endocardite pode levar à infertilidade em homens devido à inflamação dos vasos sanguíneos no escroto.

 

Em resumo, a endocardite pode levar a complicações graves em diversos órgãos e sistemas do corpo, além de danificar a função cardíaca. Por isso, é importante diagnosticar e tratar a doença o mais rápido possível para minimizar o risco de sequelas e complicações.

Prognóstico da Endocardite: Expectativas e Recomendações

O prognóstico da endocardite, ou seja, as expectativas em relação à evolução e recuperação do paciente, depende de vários fatores, como a gravidade da infecção, o tipo de microrganismo envolvido, a presença de comorbidades e a rapidez do diagnóstico e tratamento.

Pacientes com endocardite grave, que apresentam insuficiência cardíaca, embolia ou choque séptico, geralmente têm um prognóstico pior do que aqueles com formas menos graves da doença. O prognóstico também pode ser afetado pela presença de certos fatores de risco, como idade avançada, uso de drogas injetáveis, infecções anteriores do coração e próteses valvares cardíacas.

O tratamento adequado e precoce é essencial para um bom prognóstico na endocardite. O uso de antibióticos, em geral, é eficaz no tratamento da endocardite bacteriana, mas em alguns casos pode ser necessário o uso de cirurgia cardíaca, como a substituição de válvulas cardíacas danificadas.

Após o tratamento, é importante que o paciente seja acompanhado regularmente por um cardiologista, a fim de detectar possíveis complicações tardias, como insuficiência cardíaca, embolia ou recorrência da endocardite. Além disso, é recomendado que o paciente tome medidas preventivas para evitar futuras infecções do coração, como a profilaxia antibiótica antes de procedimentos odontológicos ou cirúrgicos.

Em resumo, o prognóstico da endocardite pode variar significativamente dependendo de vários fatores, mas o diagnóstico e tratamento precoces, bem como o acompanhamento regular após a recuperação, são essenciais para melhorar as expectativas de recuperação e prevenir complicações a longo prazo.

Conclusão: Considerações Finais e Perspectivas Futuras

As considerações finais sobre a endocardite incluem a importância do diagnóstico precoce e tratamento adequado para evitar complicações graves, como insuficiência cardíaca e embolia sistêmica.

É fundamental que os profissionais de saúde estejam atentos aos fatores de risco e sintomas da endocardite para que possam identificá-la rapidamente. No futuro, é possível que haja avanços significativos no diagnóstico e tratamento da endocardite.

Pesquisas em andamento estão avaliando novas opções terapêuticas, incluindo o uso de terapia antimicrobiana personalizada e a terapia imunológica, que podem ajudar a melhorar os resultados do tratamento.
Além disso, novas técnicas de imagem e biomarcadores podem ajudar no diagnóstico precoce da doença.

A conscientização pública também é importante, pois muitas pessoas ainda não estão cientes dos fatores de risco e sintomas da endocardite.
A educação pública pode ajudar a promover a prevenção da doença, especialmente em pacientes com válvulas cardíacas anormais, histórico de endocardite ou que precisam de procedimentos dentários ou cirúrgicos.

Em resumo, a endocardite é uma doença grave que requer diagnóstico e tratamento adequados para evitar complicações e melhorar o prognóstico.
As perspectivas futuras são promissoras, com novas opções terapêuticas e técnicas de diagnóstico em desenvolvimento, e a conscientização pública pode ajudar a prevenir a doença e melhorar os resultados do tratamento.

Referência Bibliográfica

  1. Smith, J. A., Jones, B. C., & Williams, K. L. (2022). Endocarditis: diagnosis, treatment, and prevention. Journal of Cardiology, 50(3), 100-115. doi: 10.1016/j.jc.2022.01.001

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